Pedro Miranda é um artista carioca: cantor, percussionista, ator, compositor. Começou a cantar em rodas de samba nos anos 90, em meio à revitalização da Lapa, e dali se projetou. Já rodou meio mundo com sua voz de timbre único, craque nas divisões rítmicas, com seu pandeiro, com seu humor cheio de verve, reflexos rápidos e sorriso aberto. 

Lança agora "Samba original", o terceiro disco solo. Os outros dois são "Coisa com coisa", de 2006, e "Pimenteira", de 2009, que Caetano Veloso disse ser "um evento especial em nossa música", "trabalho de fôlego" e "disco de um grande artista".

Figura destacada na cena musical contemporânea do Rio de Janeiro, Pedro fez parte do Grupo Semente, em que acompanhou a cantora Teresa Cristina por mais de uma década, e do Cordão do Boitatá, de tantos shows e carnavais. Hoje também dá pinta de ator no consagrado "Sassaricando - e o Rio inventou a marchinha", em cartaz desde 2007, e no musical infantil "Farra dos brinquedos".

É sua a direção musical de "Clementina, cadê você", que estreou em 2013. Integra o grupo Samba de Fato, que gravou o premiado álbum "O samba informal de Mauro Duarte", em 2008. Deixou sua marca em discos coletivos, como "O samba é minha nobreza", "Lembranças cariocas", "Samba pras crianças", "Lamartiníadas", e deu canja em discos de Mario Adnet, Eduardo Gallotti, João Callado, Antonia Adnet e do grupo Casuarina.

É figura requisitada em séries de shows, como "Contos de areia – 70 anos de Clara Nunes", "Para sempre Noel", "Alô, Alô, 100 anos de Carmen Miranda", "Samba & humor", "Lamartine em revista", "Ismael Silva: deixa falar" e "Onomatopéia não é palavrão", todos realizados nos palcos do Centro Cultural Banco do Brasil. Participa dos shows do projeto "Nelson Sargento 90 anos", ao lado do próprio homenageado e do grupo Galo Preto. E tem mais. Mas isso é só o começo da conversa.